quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Opinião é Opinião



Saiu na Veja um texto de Diogo Mainard à respeito da série Capitu.
Eu sei que estamos num pais democrático e que cada um opina do jeito que quer. Mas já que opinião é opinião, tenho o direito de expressar a minha à respeito das palavras de Mainard.

"Tive o expresso cuidado de ler (duas vezes) a opinião de Diogo Mainardi à respeito da minissérie exibida pela TV Globo e intitulada Capitu.
Pois bem, não faço nenhuma alusão a emissora, muito pelo contrário, nunca fui corrompida pelo fascínio que ela provoca. Porém opinião é opinião . Acredito fielmente – já li diversos textos do referido – que o autor tenha realmente imenso conhecimento sobre literatura, para fazer tal interpretação do contexto do programa. Porém, acredito também que não se faz de bom tom, “alfinetar” nomes, denegrir imagens, tão pouco desfazer-se de um trabalho inovador, com uma proposta diferente para fazer uma releitura do livro de Machado de Assis.
Qualquer obra literária está passível a muitas interpretações. A começar pela do autor, lógico, mas a perpassar também por quem faz uso da leitura da obra, se não estou errada. Pois que deixemos cada uma interpretar da sua maneira e que fique bem claro que isso não significa que a interpretação esteja sendo feita erroneamente.
A série em nenhum momento, deu indícios de “ferir” a realidade da obra, porque isso realmente não aconteceu. Tudo o que foi mostrado, foi o que estava escrito no livro. Se existiu uma teatralização ao contar a historia, que seja. Atribuamos então a essa, uma nova versão da história, como recontam-se filmes de livros, não obedecendo rigorosamente a versão do autor e não deixando de contar a história como ela realmente aconteceu.
Por tudo isso, assim como Mainardi, eu, como leitora, e conseqüentemente interprete, tenho o total e absoluto direito de achar o discurso referido unilateral, preconceituoso e fechado à novas possibilidades de se fazer arte."

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Administrar o tempo




Caracas! Novembro. Aliás, meados de novembro. O cara que administra o tempo deve ter usado algum alucinógeno e agora está tudo descontrolado.
No fim a gente acaba chegando à conclusão de que somo os maiores culpados por isso tudo está acontecendo. O ano passou, fizemos projetos, promessas e o que aconteceu (salvo algumas exceções)? Já estamos de novo no fim do ano, fazendo novos planos e novas promessas para o ano que virá.
Aquela viagem que você sempre quer fazer, aquele sapato lindo que você namora há meses, vai sendo colocado em segundo plano para priorizar alguma coisa que nem é tão importante assim. A minha filosófica mãe chama isso de “economia de palitos”. Boa analogia!
Dê valor às coisas simples. Usufrua os belos prazeres que a vida proporciona. Já é novembro, você já tem 35... Daqui a pouco o tempo acabou. E o que restou?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Macelo e o SOU/NÒS




Eu não sou ninguém para escrever sobre música. Inclusive acho até que os críticos musicais pesquisadores estudados vão querer me matar depois de hoje! Sou do tipo que não sabe tocar nem um tamborzinho, não consigo aprender nenhuma letra de música em inglês (mesmo sem saber o significado) e até quando eu gosto muito de um hit, nem consigo dizer o nome da banda... quando eu gosto da música nem preciso saber quem é que está cantando.Mas uma coisa é bem certa: música tem fazer você sentir alguma coisa. Tipo trilha sonora sabe... aliás, acho que a vida tinha que ter trilha sonora, igual a filme. Imagina um chip interno ativando as músicas que você armazenar nele a cada situação da vida. Ah! Isso é um outra história, não foi isso que seu vim escrever aqui não. Só vim aqui porque acabei de ganhar do meu amigo Vagner (vão no site dele gente! Um dia eu vou escrever sobre as coisas que ele cria também) o novo álbum do Marcelo Camelo.Várias considerações.Primeiro de tudo: Pra quem não sabe, Marcelo Camelo é o cantor da banda Los Hermanos, aquele, do “Ana Julia” – a única musica comercial que eles venderam. Pra mim Eles são bem alternativos, e fazem um trabalho pra quem os curte mesmo e não pra virar trilha sonora de novela das oito. Dizem que eles deram um tempo, e enquanto isso, o Marcelo lançou um álbum solo. Pois é. Essa informação não seria nada de importante na vida de vocês que não gostam de música, ou que só as ouve quando vai a uma festa ou quando quer se distrair no engarrafamento. Mas eu preciso emitir uma opinião sublime a respeito do álbum. Sabe aquelas músicas de praia? Aquelas que você ouve deitado na rede...olhando o mar? Nossa! Que tranqüilidade que ele passa pra gente nas suas canções. E a voz? Contribui pra tudo. Um calma... música pra relaxar.Muito bom! Absolutamente recomendável E ó, vou bem avisando que não to ganhando Jabá não. Pra eu gastar o meu precioso tempo pra elogiar alguma coisa assim, de graça... é porque tem realmente que ser legal.E outra coisa: Esse álbum ser massa, não significa que tudo que ele faça seja bom. Este estilo é muito particular e foi uma sacada de mestre... mas também pode ter sido uma de sorte. Vale a pena conferir!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008





Escrevi isso e alguém (não me lembro quem) me ludibriou dizendo que era uma crônica. Minha audácia me fez acreditar que eu podia fazer um blog e divulgar essas e outras coisas que vieram depois. Estou aberta à críticas. Leiam - E gostem, pelo amor de Deus!!!





"Mundo em Movimento
Sofisticação nunca combinou comigo. Sempre fui do tipo que prefere o velho pão com mortadela. Resultado? Não sei escrever nada sofisticado demais, fresco demais, formal demais.
Dessa vez vou tocar numa ferida que diariamente incomoda a maioria dos brasileiros desprivilegiados de recursos financeiros para possuir um carro (inclusive a minha pessoa). Como você infelizmente tem que ir trabalhar de qualquer jeito e bicicleta é um pouco complicado pra você, submeta-se então a pegar o bom e velho ônibus.
Sim! Esse mesmo. O nosso amigão buzú.
Imagina você acordando cedo, seis da manhã. Se arruma, toma seu café e sai de casa todo perfumado, arrumadinho, todo bem disposto pra trabalhar.
Tolinho, você não tem a mínima idéia do que é que está esperando você. Como você teve sorte, só teve que esperar 17 minutos e meio para pegar a condução. Mas vale lembrar que durante esses 17 munutos (e meio) você teve que ficar ouvindo o radinho de pilha do vendedor de cafezinho (porque ainda está muito cedo para os vendedores de CD divulgarem seu material), tocando Rede Aleluia (nada contra a Rede Aleluia, mas pô! Nossas convicções religiosas precisam atrapalhar o sossego dos outros?) Isso quando não é o próprio pastor que está pessoalmente pregando a palavra de Deus no ponto.
Mas tudo bem, essa é uma fase superada.
A sua viagem vai começar agora.
Logo antes de você entrar, já percebe que não vai ter lugar para se sentar (ou seja, vai passar a viagem inteira encostado em alguma cadeira, rezando pro filho da mãe que está sentado na cadeira que poderia ser a sua descer no próximo ponto pra você sentar no lugar dele, sem esquecer que o cara em pé do seu lado tá pensando a mesma coisa), mas para não chegar atrasado você entra assim mesmo.
Como você teve sorte outra vez (aproveita que não é todo dia) você consegue sentar. A viagem é longa e entre um cochilo e outro, você descobre o quão desenvolvido é o comercio local. Durante a viagem, uns 3.535 vendedores ambulantes entram no veículo e atrapalham seu soninho para fazer uma propaganda. Você então descobre que para fazer compras, basta ir ao trabalho. Dá para levar de escova de dente à camisolas pra casa sem precisar sair do trajeto para a lida.
Isso quando o cara que entra não é de uma companhia de teatro, tocador de violão ou similar, que parece que entrou ali com o único e exclusivo intuito de incomodar você.
Para finalizar sua deliciosa viagem com chave de ouro, aparece aquele que nunca pode faltar a essas ocasiões: o caçador de assunto. Justamente! Aquele infeliz que começa perguntando as horas e quando você chega ao seu destino, sabe até o número da cueca dele.
Tudo isso no breve período em que você sai de casa para exerceu o ofício diário.
Pena que você tem que descer agora.
Puxa a cordinha, seu ponto é o próximo!"