segunda-feira, 30 de março de 2009

Aprendendo a escrever.




Desde o dia 1º de janeiro de 2009, os brasileiros estão se adaptando a uma nova realidade: aprender o português novamente. É que nesta data começou a vigorar no Brasil o novo decreto assinado pelo presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva que reforma as regras ortográficas da nossa língua.
Segundo o presidente, a reforma da ortografia pretende unificar o registro do idioma nos oito países que falam português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.
Apenas 5% das palavras da língua foram modificadas com a reforma. Mas a verdade é que isso significa muito para uma população que tem acesso restrito ao uso da língua e (ao que parece) as adaptações serão complicadas. Por isso durante os próximos quatro anos, o país viverá uma fase de transição em que as duas formas são válidas – o que poderá provocar ainda mais confusão.
Muitas coisas terão que ser revistas com as mudanças ortográficas. O ensino do português básico para as escolas fundamentais terá que sofrer alterações complexas, que terão que ser estudadas e aplicadas pelos professores bem como editoras de livros didáticos.
A curto prazo, já são notórias as dificuldades dos revisores de editoras, que estão tendo que cumprir a determinação do MEC com relação ao prazo para que os livros já estejam com a reforma aplicada em 2010.
Na pratica real a reforma ortográfica não irá simplificar em nada a vida da população brasileira. Muito pelo contrário: vamos ter que voltar ao jardim de infância e aprender a escrever novamente.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Futebol do Oiapoque ao Chuí

Brasileiro é mesmo apaixonado por futebol. E olha que isso é unânime do Oiapoque ao Chuí.
Todo brasileiro do sexo masculino (relevando a importância do crescimento de participação feminina e acreditem – tenho o exemplo em casa) não pode ver o anúncio de um jogo na TV que qualquer compromisso é desmarcado pra ver o seu time do coração (ou qualquer jogo mesmo, o importante é ver futebol).
Ora bolas! O Brasil tem cinco regiões. O nordeste tem o maior número de Estados de todas elas. Diante desses relevantes fatos eu me pergunto: porque cargas d’água as redes transmissoras de TV (principalmente nossa honorável Globo) só falam dos nomes dos nossos times regionais quando é para dar alguma má notícia, se todo brasileiro é unanimemente apaixonado por futebol?
O “lado de cá” do país está sempre subestimado diante da evidência dos grandes times da região Sul e Sudeste. Acredito fielmente que os times do Norte e Nordeste tenham tanta relevância (esportivamente falando) quanto qualquer outro time, de qualquer outro lugar. Na Globo (Ah! honorável Globo), por exemplo, todos os locutores esportivos tem tendência natural a “puxar a sardinha” pro lado dos times sulistas.
Não temos mídia para que ela seja imparcial? Futebol dá muita audiência (não é a toa que as emissoras brigam para comprar os campeonatos).Os horários nobres das quartas feiras e dos domingos estão tomados pelos jogos do campeonatos não sei lá do que (isso nem importa, o que importa mesmo é ter jogo na programação). Está no topo. Nós, torcedores e espectadores nordestinos e nortistas principalmente, temos o direito de ver o nosso time ser elogiado, vangloriado, quiçá endeusados pelas equipes esportivas de todas as emissoras de TV (eu disse todas, o que incluía honorável Globo, que é a que mais precisa se disciplinar).
Isso não é uma alusão a nenhum time específico. Estamos falando da preferência das emissoras te TV brasileiras ao times mais famosos em detrimento de times de outros estados que merecem tanta importância quanto Corinthians, São Paulo, Flamengo...
Vamos fazer um movimento anti-emissoras protecionistas parciais que vivem dando preferência aos timões só porque eles ficam no grande eixo São Paulo - Rio de Janeiro- Rio Grande do Sul.
Brincadeira! Foi apenas um desabafo. Espero que um dia alguém leia este texto e concorde com o que esta escrito nele. Então, já vai estar bom.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Quem escreve, quem lê, quem dita...



Moramos em um país tropical, abençoado por deus e bonito por natureza. Então, fico me perguntando se é possível em um lugar tão perfeito assim presenciarmos fatos como o que aconteceu em Olinda esta semana (procurem no Google o título: gravidez de menina de nove anos em Olinda ou então clica ai em cima na foto).
Os homens escreveram as leis de deus. Quem são os homens nessa escala hierárquica que determina o que está certo no jogo da vida?
Nos tempos longínquos em que a Igreja era a sociedade, era a família, era o governo, não estaríamos muito perplexos aos nos depararmos com uma visão conservadora e tão descuidada com a vida de uma criança. Então, uma menina de nove anos, ainda meio sem jeito com as bonecas. Quem arca com a responsabilidade de se arriscar a dai há nove meses ter um corpo franzino, sem estrutura carregando no ventre outros dois corpinhos pequeninos e sem esperanças em sobreviver?
A igreja resta o pensamento da excomunhão. Fácil. Ferir as leis de Deus (escritas pelos homens) não está dentro dos parâmetros do que se julga pertencente à religião (e quem é que julga mesmo?). Mas o fato é que alguém tem que morrer e a conta é muito simples. São duas vidas agora (levando em consideração que cientificamente ainda nem são vidas mesmo) na certeza de ainda restará uma, ou três daqui a algum tempo.
Meio complicado mesmo decidir a vida das pessoas baseado em conceitos teórico. Eles são realmente muito bonitos, porém não são aplicáveis a todos os casos.
Religião é realmente muito discutível – apesar de sempre dizermos o contrário.