quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quem apagou a luz?



E de repente à meia noite “O CAOS”. Quando o país parece estar superando todos os seus problemas ficamos no escuro! E agora que o apagão acabou, é a hora de fazer a contagem dos problemas causados.


Espera-se que não tenhamos que passar pelos mesmos percalços do grande apagão de 2001, cujas conseqüências foras assumidas pela população, que além de pagar o prejuízo enorme deixado pela falha ainda teve que racionar energias durante alguns meses depois do acontecido.
Mas e agora? Um acontecimento repentino que pegou de surpresa toda a população brasileira (e do Paraguai também) e que ainda não tem uma resposta concreta sobre seu porque coloca em questão a vulnerabilidade do país. Pouco tempo depois de passarmos pelas seletivas para sediarmos grandes eventos esportivos de impacto mundial, o país simplesmente apaga, sem estrutura para lidar com o problema.


E com absoluta certeza os críticos e comentaristas políticos e econômicos (principalmente os de oposição governo) farão perguntas do tipo: será que o Brasil tem realmente condições de sediar a copa ou as olimpíadas com um sistema de distribuição elétrico tão falho?


Bom, essa resposta nós ainda vamos ter que esperar um pouco para obter. Mas é importante lembrar que o apagão de 2001, aconteceu em condições diferentes do atual e no governo de Fernando Henrique Cardoso. Ainda não estamos no momento de fazer deste acontecimento a oportunidade de criarmos uma confusão política. Além disso, novas notícias esclarecedoras a respeito do novo apagão estão por vir. E teremos motivo (ou não) pra aí sim, falar mal da gestão do presidente.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Aprendendo para ensinar


Confesso que por receio de emitir qualquer opinião muito agressiva ou unilateral a respeito da professora que apresentou um comportamento polêmico em uma casa de show em Salvador a alguns meses, tive que realizar uma pesquisa à respeito do assunto. Coletei opiniões das pessoas e tentei entender se eu não estava dizendo nada absurdo. Enfim. Ouvi as duas partes e analisei cada versão. Nesse momento é muito difícil não tendenciar para a defesa ou acusação das partes (nesse caso, as partes íntimas da acusada).

Vamos tentar falar então da atitude sem interferir na característica da pessoa. Não estou questionando o caráter, a integridade nem os valores morais da professora. Agora o que está em questão é a inteligência. Será que em momento algum essa moça se perguntou sobre a repercussão que esse “evento” poderia ter? Expor tão publicamente a sua imagem fazendo com que as pessoas se perguntem a respeito de todas as tais características que eu não queria avaliar?

Com certeza sei que irão surgir milhares de frases de efeito para a defesa da professora. Algo do tipo: “cada um faz o que quer da sua vida e ninguém tem nada que se meter”. Será mesmo? A partir do momento em que alguém comete uma atitude frente a tantas pessoas em um mesmo local, a situação deixa de ser privada e passa a ser pública. Daí em diante todo aquele que torna algo público terá que arcar com a conseqüência da superexposição. Se o indivíduo está disposto a se promover, junto com todo o sucesso terá que suportar o peso das críticas afinal de contas assim como todo mundo faz o quer, todo mundo tem também total direito de fazer um comentário ou crítica que quer e quando essa guerra do quem pode mais se inicia, sem perceber já se instalou uma total baderna e o vídeo obsceno continuará se multiplicando pela internet.

Julgar certo ou errado é fácil. Rapidamente se cria um tumulto geral e de acusada a professora já está dançarina famosa (pois pra quem não sabe, pasmem, ela foi contratada para dançar no grupo que promoveu o evento em que ela apareceu pela primeira vez). Os programas sensacionalistas ganharam o poder avaliando cada vez mais profundamente o real conteúdo da historia. Criamos uma celebridade (mais uma) instantânea e ao invés de eliminarmos o problema, os aumentamos de tamanho.

Situações como essas acontecem todos os dias e nós apenas fingimos que não estamos vendo. Temos tantos problemas pra cuidar... Parar para comentar, protestar, ir de encontro ou a favor de uma situação tão ínfima é dar a essa professora justamente o que ela quer: os holofotes.