segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ao Contrário.


Sempre fui mente aberta. Tentando acompanhar os avanços de comportamento do mundo moderno, tenho me adaptado (até que bem) à cultura da desmistificação dos preconceitos, aceitação das diferenças e tudo mais. Só que existe uma diferença peculiar entre mudanças de comportamento e inversão de valores. Ontem à noite, assitindo ao um quadro do programa Pânico – alvo de criticas fortíssmas,
e, vá lá... é engraçado mas pega muito pesado - fiquei inquieta com uma matéria que seria até cômica, se não fosse trágica.
Quando eu era criança, minha mãe sempre me dizia para não confundir liberdade com libetinagem. As pessoas estão confundindo tudo. A sociendade esta confundindo. Não estamos mais conseguindo estabelecer as diferenças entre um e outro. Tão fácil transformar em atração – para dar audiência lógico – algo que era para ser motivo de vergonha... Hoje se cultua como lindo, interessante, libertário, algo que a pouquíssimo tempo atrás – e eu posso dizer isso com propriedade porque nem sou tão velha assim – o que antes era tido como vulgar.
Isso não é um julgamento. É um questionamento. O que eu queria entender mesmo é qual o objetivo de criar essa cultura virada do avesso... Será que a tendência da sociedade será fazer a gente desaprender tudo o que já aprendemos durante a nossa vida? Não sou nenhuma beata em defesa da moral em dos bons costumes não. Só acho que a mulher não precisa chegar a esse ponto pra mostrar que é gostosa, que tem sensualidade, que é segura de si e que desperta à atenção masculina. Toda essa afirmação “periguetês” só é afirmação para elas mesmas. Os homens sabem que mulheres como essas só servem para alimentar as fantasias eróticas fora da realidade.
Tenho certeza de que muitos vão dizer: “também né, o que é que você queria ver assistindo a um programa como o Pânico” e vão vir um monte de reclamações sobre ele. Mas o programa, o canal, foi a referência de onde eu vi. Mas a exploração da imagem da piriguete esta na novele das 9 também (que a Globo faz parecer bem bacana, fazendo a Isis Valverde ser periguete, mas ser boazinha, ter coração e blá blá blá...) mas é bom deixar claro que esse tipo de qualificação feminina é baixa em qualquer lugar mesmo “maquiada”.
Fica aí dica... O que você ta achando legal agora com a filha dos outros, provavelmente não vai querer para a sua filha. .

5 comentários:

  1. Acho que a mídia só faz reforçar, explorar e distorcer comportamentos que já existem na população. É um reflexo do povo e vice-versa. E das periguetes eu gosto tanto que fiz até umas rimas há uns tempos:

    http://ordemdosprimatas.blogspot.com.br/2009/09/vedetes-do-perigo.html

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  2. Na verdade isso, existe em todos os lugares, em todas as festas.... a diferença que essa festa aiii é um evento pra super valorizar a figura piriguete.... o que é comum!!! dificil de adimitir, mas as piriguetes estão em todos os lugares, e cresce a cada dia a historia de que o vulgar eh lindo... o vulagar é sexy... e quem eé contra isso... é uma pessoa que nao acompanha as tendencias da "moda"
    Acho que devemos nos proteger!!! porque isso pode ser uma "epidemia" irreversivel!

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  3. O pior de tudo isso é que quando criticamos somos taxados de chatos, metidos, hoje em dia ser bacana é dar ibope para porcaria.

    Carol

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  4. Conservador é coisa do passado!!!! Agora o que temos que ensinar aos nossos filhos é que os bons costumes e bons modos é da época de nossos avós (segundo os meios de comunicação)!!! ser cult, gostar de boa musica,frequentar bons lugares ficou caro... e fora de moda!!!
    TRISTE!!!

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  5. Gostei do texo Bela.

    Lamento nossa realidade..



    Paloma

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